De acordo com o levantamento sobre espécies exóticas invasoras de marinhas, o Brasil possui nove classes diferentes que representam risco para saúde humana, pois produzem toxinas e, em alguns casos, envenenamento.
As invasoras chegaram à costa brasileira pelos cascos de navios, ou pela água de lastro usada para manter a instabilidade de embarcações. Pelo menos 12 estados brasileiros já foram constatados por alguma das espécies: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas.
“A introdução de espécies exóticas constitui-se em uma das principais ameaças para a preservação das espécies, podendo causar a extinção de populações nativas inteiras”, comenta o biólogo e tutor do Portal Educação, Carlos Rodrigo Lehn.
O que mais preocupa é a espécie microalga Alexandrium tamarense, que foi encontrada nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Esse fitoplâncton produz uma substância chamada ficotoxina, que pode contaminar moluscos e crustáceos, consumidos por humanos. Há risco para saúde humana de intoxicação, diarreia, náusea, vômito, amortecimento da boca e dos lábios, fraqueza, dificuldade de fala e até parada respiratória. Porém, até o momento não há registro desse tipo de impacto no Brasil.
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