A obesidade tem sido um problema recorrente para cães e gatos. Cerca de 20% dos atendimentos veterinários a esses animais acabam identificando a obesidade como uma doença que pode comprometer a expectativa de vida, além de alavancar uma série de enfermidades e sintomas secundários.
Na opinião da gerente de Linhas Veterinárias da Royal Canin do Brasil, Cintia Fuscaldi, o principal motivo de aumento do contingente de animais obesos é a falta de atenção dos proprietários à indicação da quantidade de alimento recomendada pelo fabricante nas embalagens dos produtos industrializados, prescrita de acordo com porte e raça.
"A quantidade indicada do alimento é resultado de um cálculo matemático que leva em consideração a energia metabolizável total do alimento. É essa energia que determinará a porção de alimento necessária a cada animal conforme o porte e o peso deste", esclarece.
A marca especialista em produzir alimentos diferenciados para raças de animais, inclusive, uma linha de produtos que auxilia no tratamento à obesidade. "A Royal Canin estuda as características genéticas e as necessidades nutricionais das raças de cães e gatos a partir do diálogo com criadores, veterinários e pesquisadores, definindo os ingredientes indispensáveis à alimentação saudável em cada fase da vida, inclusive considerando patologias", revela a gerente.
Segundo especialistas, a obesidade também tem sido causada pelo fato de os proprietários considerarem cães e gatos como membros da família - fenômeno chamado de antropomorfismo -, alimentando-os todas as vezes que sentam à mesa. "É importante lembrar que o animal não é um ser humano e, portanto, sua necessidade nutricional é completamente diferente. A posse responsável pressupõe determinar horário e rotina para a alimentação, uma vez que a obesidade pode causar muitos transtornos aos animais", alerta Cintia.
De acordo com a Royal Canin do Brasil, cães adultos devem ser alimentados apenas duas vezes ao dia, enquanto gatos necessitam comer pequenas porções mais vezes, sempre seguindo a quantidade indicada nas embalagens.
Pesquisas comprovam que os alimentos Super Premium são recomendados para a dieta saudável de cães e gatos, todavia as porções indicadas nas embalagens devem ser seguidas à risca, principalmente no caso de animais sedentários.
Cintia explica que os alimentos são produzidos com ingredientes de qualidade que favorecem a digestão e se convertem rapidamente em energia, equilibrando a musculatura, fortalecendo o sistema imunológico e auxiliando na reprodução dos animais, ainda que as porções indicadas sejam "aparentemente" limitadas.
De acordo com a veterinária, quando os animais consomem alimentos Super Premium, é imprescindível que os proprietários sigam as instruções da tabela nutricional e as quantidades designadas pelo fabricante. "Essas porções podem parecer pequenas aos olhos do proprietário, mas fornecem nutrientes de forma equilibrada. Por conterem ingredientes altamente aproveitáveis pelo organismo do animal, as quantidades indicadas pelo fabricante devem ser respeitadas", garante.
Estudos recentes indicam que o excesso de alimentação pode causar, além da obesidade, várias doenças secundárias, entre as quais, articulares, cardíacas e problemas de pele. Outro dado relevante é que os animais obesos têm 40% a mais de chance de irem ao óbito durante os processos anestésicos. "A obesidade diminui de forma severa a qualidade de vida do animal, e inevitavelmente comprometerá a expectativa de vida", pondera Cintia.
A gerente de Linhas Veterinárias da Royal Canin do Brasil alerta que oferecer aos animais petiscos nos intervalos das refeições pode ser um incentivo nefasto para a obesidade. "Uma fatia de bolo para um cão adulto de três quilos pode representar mais de 80% do valor em calorias que precisa, ou seja, qualquer outro alimento que vier a ingerir estará além da dieta", informa, acrescentando que a obesidade, se for identificada sem outras doenças associadas, pode ser tratada com sucesso porque depende apenas da reeducação alimentar e atividade física.
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