Para economizar bilhões de dólares em todo o mundo, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), pediu a governos de todo o mundo que melhorem medidas de prevenção e controle de doenças animais. A agência da ONU citou os casos da Grã-Bretanha em 2001, que teria gasto pelo menos US$ 21 bilhões, o equivalente a mais de R$ 35 bilhões, após o surto de febre aftosa no país.
Já a síndrome respiratória aguda grave, Sars, teria custado até US$ 50 bilhões aos países afetados em apenas um ano, entre 2002 e 2003. Além da febre aftosa, a FAO citou a febre do Vale do Rift, a gripe aviária, causada pelo vírus H5N1 e a raiva. A agência informou que muitas outras doenças têm um impacto econômico negativo sobre a vida das pessoas.
Para a FAO, uma das ameaças de contaminação com as doenças está na criação de espécies perto de habitats de animais silvestres, aumentando assim o risco de contato com animais domésticos. Outro fator de risco frequente é a quantidade de lixo em zonas urbanas. Muitos animais se alimentam dos restos deixados em latas de lixo, assim transmitem a contaminação para a cadeia alimentar.
“A fiscalização é fundamental para combater todos os tipos de infestações que acontecem pelo mundo. Se os governos pudessem melhorar a qualificação de pessoas e treiná-las para combater todos os tipos contaminação, o primeiro passo já seria dado”, explica a tutora do Portal Educação, médica veterinária Danielle Pereira.
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