Os caprinos estão inseridos na cadeia produtiva de carne e leite, porém, recentemente, pesquisadores descobriram que além desta matéria-prima, as cabras da raça moxotó são capazes de produzir etanol, podendo se tornar um dos animais mais promissores para estudos na área de produção de biocombustíveis.
Entidades como a Embrapa Agroenergia, juntamente com a Universidade Católica de Brasília (UCB), com a Embrapa Caprinos e Ovinos e a Universidade de Brasília, estão focadas no estudo de produção de enzimas a partir do rúmen de caprino – local onde existem vários tipos de bactérias que ajudam na digestão do pasto.
“Os animais, em geral, são grandes promissores na produção de etanol e, os caprinos têm contribuído por meio do estudo de enzimas existentes no rúmen para a degradação da celulose”, reforça a médica veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira.
Esse tipo de trabalho já vem sendo realizado com bovinos em outros países. No Brasil, a safra de 2008/2009 produziu 24,3 bilhões de litros de etanol, sendo 83% destinados ao mercado interno. Vale ressaltar que a matéria-prima para a pesquisa vem do sertão nordestino, já que esta espécie de animal possui uma alimentação peculiar.
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